quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Perguntas à vida

"Às vezes pergunto à vida
Ela nada me sabe dizer
Pelo destino é surpreendida
E cai no perigo sem saber

Quando me parece que estou feliz
De repente já não estou
A vida nada me diz
O destino a felicidade levou

A vida guarda segredos
Não os descobre a ninguém
Nem os nossos próprios dedos
Apalpam o perigo que a vida tem

O perigo está à nossa frente
Esperando a nossa chegada
Tropeçamos nele de repente
E a vida não nos diz nada

O perigo não se desvia
E nós não vemos onde está
E com ele nos leva alegria
Que às vezes a vida nos dá

Com a vida nasceu a alegria
Mas também nasceu a tristeza
Andam na nossa companhia
Mas de nada nos dão certeza

Às vezes pergunto à vida...
Se ela me sabe dizer
Porque anda tão deprimida
E eu ter tanto que sofrer"


MARIA DE JESUS AQUINO


Este foi um poema que recebi neste NATAL... No natal além das trocas de prendas fazem-se também trocas de sabedoria... Este poema foi-me oferecido pelo meu avô, que o encontrou num jornal regional e fez questão de o trazer aos netos!!!

PENSEM NO POEMA!!

2 comentários:

Cristina disse...

Essa tradição que vocês têm é bonita e original!!
Eu até me identifico com esse poema!
Pode-se dizer que o teu avô teve olho para a escolha :) magnífico
**

as estrelas vão-me guiar disse...

Não é propriamente uma tradição, mas achei imensa piada o meu avô dizer que este poema era uma prenda do PAI NATAL... Realmente este poema diz muita coisa, e tem em cada verso e em cada palavra um fundo de verdade... É o meu avô é muito poético:P